Friday, November 20, 2009
Tuesday, November 17, 2009
Saturday, November 7, 2009
Friday, November 6, 2009
Friday, October 30, 2009
Thursday, October 29, 2009
estar/ser
é assim:
uma coisa que está no interior do estômago dela.
talvez não esteja exatamente no estômago. não é fácil precisar a localização dessa coisa, tão perceptível ali. perto do estômago.
digo estômago porque deve estar próximo, mas pode também ser no fígado. e pode também ser num espaço vazio. deve haver aí dentro um espaço vazio. merecemos ter um pedaço vazio. não deve ser tudo funcional.
ainda que a função do vazio... interrompendo meus pensamentos, ela me diz:
— quero entender porque fiz coisas ao invés de falar. e porque disse outras ao invés de fazer. mas não quero me esforçar para entender, e sim deixar o tempo passar. quem sabe passa?
não acredito que ela não está pensando na coisa que está no estômago dela! ou seria no fígado? ou tem um vazio ali que... melhor responder:
— não sei se te entendi.
— tudo bem, deixa pra lá. tô com fome, vamos comer?
uma coisa que está no interior do estômago dela.
talvez não esteja exatamente no estômago. não é fácil precisar a localização dessa coisa, tão perceptível ali. perto do estômago.
digo estômago porque deve estar próximo, mas pode também ser no fígado. e pode também ser num espaço vazio. deve haver aí dentro um espaço vazio. merecemos ter um pedaço vazio. não deve ser tudo funcional.
ainda que a função do vazio... interrompendo meus pensamentos, ela me diz:
— quero entender porque fiz coisas ao invés de falar. e porque disse outras ao invés de fazer. mas não quero me esforçar para entender, e sim deixar o tempo passar. quem sabe passa?
não acredito que ela não está pensando na coisa que está no estômago dela! ou seria no fígado? ou tem um vazio ali que... melhor responder:
— não sei se te entendi.
— tudo bem, deixa pra lá. tô com fome, vamos comer?
Wednesday, October 28, 2009
Monday, October 26, 2009
Friday, October 23, 2009
. ?
é segunda-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é terça-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é quarta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é quinta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é sexta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato?"
é terça-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é quarta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é quinta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato."
é sexta-feira. passo em frente ao sapateiro e penso: "preciso trazer o sapato?"
Thursday, October 22, 2009
sampla #4
Tuesday, October 20, 2009
Friday, October 16, 2009
no elevador
boné turístico de Atlanta, óculos escuros retrô-anos-80-flat-top-haste-preta, camisa de manga curta azul-claro, colete de lã azul-escuro com botões cor bege, calça brim com a barra dobrada para dentro, tênis kildare.
ainda vou desenhá-lo.
ainda vou desenhá-lo.
Thursday, October 15, 2009
dominatrix na artur de azevedo
— O filho da puta não me ligava, porque era muito mesmo. Mas eu dominava ele.
Wednesday, October 14, 2009
não precisa de pretexto
... pra viajar,
pra ter uma refeição inesquecível,
nem pra ficar quieto um pouco.
pra ter uma refeição inesquecível,
nem pra ficar quieto um pouco.
Tuesday, October 13, 2009
Thursday, October 8, 2009
Wednesday, October 7, 2009
Wednesday, September 30, 2009
essencial
— Look! he's closing his eyes!
— He's opening his eyes!
— He doesn't do much, huh?
— No. This is pretty much it.
— He's opening his eyes!
— He doesn't do much, huh?
— No. This is pretty much it.
Tuesday, September 29, 2009
Monday, September 28, 2009
Thursday, September 24, 2009
Wednesday, September 23, 2009
Thursday, September 17, 2009
Tuesday, September 15, 2009
lição 2 ou você pode
Era um esforço. O caminho não era confortável. Mas eu queria chegar ali, eu quis, aceitei.
Durante o percurso, procurei anular as expectativas: vai acontecer o que tiver de ser. Para controlar a ansiedade, ouvi música, um disco que acabara de baixar. Tinha tido esse disco em outro momento da vida e o havia perdido, ou emprestado. Hoje, a maneira mais fácil de recuperá-lo foi baixar.
Descer do trem no horário calculado foi um alivio: deveres cumpridos, até ali.
Mesmo de olho na expectativa, ela estava alta: eu estava incontrolavelmente feliz. Cantarolei sem parar durante a etapa final do trajeto.
Quando, de fato, cheguei, bem chegado, na hora marcada, no lugar exato: não existia. O lugar sumira.
Fiz um esforço de memória e concluí: fazia 7 anos que eu não cantarolava.
Durante o percurso, procurei anular as expectativas: vai acontecer o que tiver de ser. Para controlar a ansiedade, ouvi música, um disco que acabara de baixar. Tinha tido esse disco em outro momento da vida e o havia perdido, ou emprestado. Hoje, a maneira mais fácil de recuperá-lo foi baixar.
Descer do trem no horário calculado foi um alivio: deveres cumpridos, até ali.
Mesmo de olho na expectativa, ela estava alta: eu estava incontrolavelmente feliz. Cantarolei sem parar durante a etapa final do trajeto.
Quando, de fato, cheguei, bem chegado, na hora marcada, no lugar exato: não existia. O lugar sumira.
Fiz um esforço de memória e concluí: fazia 7 anos que eu não cantarolava.
Monday, September 14, 2009
Sunday, September 13, 2009
Saturday, September 12, 2009
Friday, September 11, 2009
diálogo 6
— Ai, meu disco... Põe na outra música... Peraí, deixa eu desligar aqui.
...
— Ah, mas não abaixa muito, não. Aumenta um pouquinho.
(pá, pá rá rá rá)
— Você gosta dessa música?
— Acho que não.
— Ahn?
— Acho que não.
— Por que que você não gosta?
— Ah, mais ou menos eu não gosto.
(reggae)
— Depois eu vou querer iluminar você, vai. Tá bom?
— Ah, mas a mamãe tá muito feia.
— Eu vou iluminar você assim mesmo!
...
— Ah, mas não abaixa muito, não. Aumenta um pouquinho.
(pá, pá rá rá rá)
— Você gosta dessa música?
— Acho que não.
— Ahn?
— Acho que não.
— Por que que você não gosta?
— Ah, mais ou menos eu não gosto.
(reggae)
— Depois eu vou querer iluminar você, vai. Tá bom?
— Ah, mas a mamãe tá muito feia.
— Eu vou iluminar você assim mesmo!
Wednesday, September 9, 2009
Saturday, September 5, 2009
Thursday, September 3, 2009
Wednesday, September 2, 2009
Monday, August 31, 2009
relaxamento 1
como a imaginação não se deixou interromper, relaxei. os músculos se confundiam com camadas de lençol, cobertor e edredom. cercado de aconchego, o inconsciente decolava novamente em sua viagem no tempo/espaço, onde o outro é um; aqui é ali. enquanto isso, os dedos dos pés, aflitos pelo despertar, iniciaram um alongamento anormal. em atrito suave com o lençol, as dez falanges começaram a se esticar, esticar, esticar. fizeram a curva da borda da cama em direção ao chão, onde cravaram com determinação e seguiram perfurando os andares: terceiro, segundo, primeiro, térreo, subsolo. findo o vôo dos meus personagens, todos se reencontraram num único cérebro: minha realidade. os músculos dispensaram as camadas protetoras, se destacando daquela confusão. levantei abrupta e diretamente em direção ao pé da cama, atraída pelo ponto fixo recém-definido pelos dedos dos pés. estava enraizada no piso do meu próprio quarto, atravessando os demais níveis do edifício até encontrar uma terra firme e discretamente úmida.
Saturday, August 29, 2009
Friday, August 21, 2009
vende mais porque é fresquinho
Wednesday, August 19, 2009
Monday, August 17, 2009
os monstros debaixo da cama somos nós.
— se você parar pra pensar que essas coisas monstruosas que a gente imagina são todas à semelhança do homem, fica tão ridículo.
— dá pra ter menos medo.
Friday, August 14, 2009
Wednesday, August 12, 2009
telefone sem fio
desde que minha amiga contou que "é a cara do pai, cuspido e escarrado" é uma corruptela, ou uma mutação mesmo!, de "é a cara do pai, esculpido em carrara", começo a acreditar que o telefone sem fio pode SIM ser uma brincadeira in-crí-vel!
Monday, August 10, 2009
Wednesday, August 5, 2009
na despedida de solteira
Excita-se com a performance do stripper:
— E o que eu faço com o que tenho lá em casa?!
— E o que eu faço com o que tenho lá em casa?!
Tuesday, August 4, 2009
Saturday, August 1, 2009
Friday, July 31, 2009
Wednesday, July 29, 2009
barreira de som ou ruído 1
Tuesday, July 28, 2009
Monday, July 27, 2009
Sunday, July 26, 2009
apelo
Oi,
Estou te mostrando
minha cama casal padrão.
Eu sou careta demais?
Sou triste demais?
Não sou nada de mais?
Minha cama é casal padrão
Mas posso modernizar
Vamos dormir no sofá
E se amar
Quero acordar no futon
E beijar
Minha ducha é master e à gás
A poltrona é reclinável
Tenho até um projetor.
Será que já dá?
Estou te mostrando
minha cama casal padrão.
Eu sou careta demais?
Sou triste demais?
Não sou nada de mais?
Minha cama é casal padrão
Mas posso modernizar
Vamos dormir no sofá
E se amar
Quero acordar no futon
E beijar
Minha ducha é master e à gás
A poltrona é reclinável
Tenho até um projetor.
Será que já dá?
a demanda une
as artes não sobreviveriam se não se fizesse o que se faz e não se recebesse o que se recebe.
Saturday, July 25, 2009
no ônibus
— Descobri que o chefe que achei bonito é casado. Tem uma aliança, na mão, desse tamanho!
— Ainda bem que você descobriu agora. E ainda bem que ele usa! Tem homem casado que não usa aliança.
— Ainda bem que você descobriu agora. E ainda bem que ele usa! Tem homem casado que não usa aliança.
no restaurante
(estuda as opções do cardápio)
— Garçom!
— Pois não.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Sim.
— Você tem namorada?
Thursday, July 23, 2009
Monday, July 20, 2009
Sunday, July 19, 2009
Friday, July 17, 2009
o que vocês têm feito?
— E você tem visto o X?
— Sim. Ele virou budista, ninja e apostador.
— Ninja?!
— E apostador.
— E como é isso?
— Ele tem pintado no teto do quarto o buda mostrando um royal flush.
— Sim. Ele virou budista, ninja e apostador.
— Ninja?!
— E apostador.
— E como é isso?
— Ele tem pintado no teto do quarto o buda mostrando um royal flush.
Thursday, July 16, 2009
na doceria
— Eu acho que isso vai suprir uma necessidade na minha vida que é... é... eu tô colocando muita expectativa num doce.
— Você não vai pedir café?
— Você não vai pedir café?
Tuesday, July 14, 2009
no bonde da história
(...)
Mesmo assim, lembrei que a corrupção, aqui e em qualquer lugar, nasceu lá atrás, quando o Criador mandou que todos, homem e mulher inclusive, crescessem e se multiplicassem. Esta multiplicação deu no que deu. Arrependido, o Criador não deu uma entrevista exclusiva para a "Veja". Foi bem mais radical e eficiente: abriu as cataratas do céu e inundou a Terra, só salvando um justo e os animais, um de cada espécie.
Não adiantou. As filhas de Noé embebedaram o pai e deste incesto nascemos todos. Em tempos mais românticos, quando todos andavam em bondinhos puxados por burros, um cidadão ergueu a voz e começou a citar as bandalheiras da vida nacional da época. Suando de indignação, depois de lembrar casos de nepotismo, fraude eleitoral, compras superfaturadas do governo e rombos no orçamento federal, levantou-se do banco e perguntou a todos: "Afinal, senhores, aonde estamos?" O poeta e historiador Luiz Edmundo, lá atrás, respondeu: "No bonde!"
carlos heitor cony
Mesmo assim, lembrei que a corrupção, aqui e em qualquer lugar, nasceu lá atrás, quando o Criador mandou que todos, homem e mulher inclusive, crescessem e se multiplicassem. Esta multiplicação deu no que deu. Arrependido, o Criador não deu uma entrevista exclusiva para a "Veja". Foi bem mais radical e eficiente: abriu as cataratas do céu e inundou a Terra, só salvando um justo e os animais, um de cada espécie.
Não adiantou. As filhas de Noé embebedaram o pai e deste incesto nascemos todos. Em tempos mais românticos, quando todos andavam em bondinhos puxados por burros, um cidadão ergueu a voz e começou a citar as bandalheiras da vida nacional da época. Suando de indignação, depois de lembrar casos de nepotismo, fraude eleitoral, compras superfaturadas do governo e rombos no orçamento federal, levantou-se do banco e perguntou a todos: "Afinal, senhores, aonde estamos?" O poeta e historiador Luiz Edmundo, lá atrás, respondeu: "No bonde!"
carlos heitor cony
encontro 3
Monday, July 13, 2009
diálogo 4
— E todas essas coisas que você inventou para se ocupar?
— Já não funcionam.
— Funcionaram algum dia?
— Sim. Quer dizer... não sei. Quando funcionavam, acho que eu não precisava.
— Há perspectivas? Algo funciona hoje?
— Funciona. Ter você. Ter vocês.
— O que acontece quando tem a gente?
— Eu fico aqui. Presente.
— E sozinha? Nada?
— Já não funcionam.
— Funcionaram algum dia?
— Sim. Quer dizer... não sei. Quando funcionavam, acho que eu não precisava.
— Há perspectivas? Algo funciona hoje?
— Funciona. Ter você. Ter vocês.
— O que acontece quando tem a gente?
— Eu fico aqui. Presente.
— E sozinha? Nada?
— Só quando eu danço.
Tuesday, July 7, 2009
Monday, July 6, 2009
Thursday, July 2, 2009
Wednesday, July 1, 2009
Tuesday, June 30, 2009
conceitos #1 tribos consumistas
- as sofisticadas exóticas (Sense Girls) - mulheres de 25 a 40 anos muito ligadas à moda e a beleza; gostam do consumo cultural e projetam sua personalidade naquilo que consomem.
- Posh Tweens: são as crianças de 5 a 12 anos, que influenciados pela mídia, influenciam seus pais em decisões de compra.
- Posh Tweens: são as crianças de 5 a 12 anos, que influenciados pela mídia, influenciam seus pais em decisões de compra.
Monday, June 29, 2009
Sunday, June 28, 2009
Saturday, June 27, 2009
significado dos nomes
anna: cheia de graça.
"predispõe a criança a se tornar muito segura, graças à sua boa organização mental. sua intuição lhe garante boas escolhas nos estudos, na profissão e no amor. do hebraico "cheia de graça", "que tem compaixão, clemência".
dar
receber
entender
"predispõe a criança a se tornar muito segura, graças à sua boa organização mental. sua intuição lhe garante boas escolhas nos estudos, na profissão e no amor. do hebraico "cheia de graça", "que tem compaixão, clemência".
dar
receber
entender
Friday, June 26, 2009
Thursday, June 25, 2009
no bar
Empilhados sobre a mesa: carteira, caderno de anotações, celular, espelhinho, talão de cheques.
— Acho que todos meus objetos pessoais têm o mesmo tamanho.
— Sua bolsa pode ter uma dimensão bem específica...
— E se eu quiser me transformar?
— Joga tudo fora.
Tuesday, June 23, 2009
diálogo 3
— Mas, X...! Que namorado inteligente você arranjou!
— É claro. Ou você acha que estou com ele porque ele é bonito?!
Sunday, June 21, 2009
Thursday, June 18, 2009
Sunday, June 14, 2009
vila junina
Saturday, June 13, 2009
sapateadinho da vovó
neste natal
meu papaizinho
deu-me um presente original
deu-me este lindo tamborzinho
verde-amarelo por sinal
ao meu tambor
vivo abraçado
pois ele é todo o meu amor
e se um dia eu for soldado
hei de rufar o meu tambor
param pam pam
pararam pam pam
meu papaizinho
deu-me um presente original
deu-me este lindo tamborzinho
verde-amarelo por sinal
ao meu tambor
vivo abraçado
pois ele é todo o meu amor
e se um dia eu for soldado
hei de rufar o meu tambor
param pam pam
pararam pam pam
Tuesday, June 9, 2009
Monday, June 8, 2009
Thursday, June 4, 2009
Wednesday, June 3, 2009
Tuesday, June 2, 2009
liberdade
Monday, June 1, 2009
calvin gênio
— eu não tenho nada para fazer.
— bom, então, por que você não vai limpar seu quarto?
— eu estava me gabando.
— bom, então, por que você não vai limpar seu quarto?
— eu estava me gabando.
diálogo 2
tenho essa dor. não... não é aí. é mais pra cá: aqui. acho que é aqui no... dorso? são as costas.
você precisa deitar. encontrar outra postura.
acho normal sentir isso, posso continuar assim mesmo.
mas... não seria melhor?
não tenho certeza. isso não é ruim.
mas você se queixou.
eu estava mostrando.
você não consegue dormir.
...meu corpo se contorcendo, aprendendo a entortar. talvez seja importante se encurvar.
você está desequilibrado, torto.
estou?
você precisa deitar. encontrar outra postura.
acho normal sentir isso, posso continuar assim mesmo.
mas... não seria melhor?
não tenho certeza. isso não é ruim.
mas você se queixou.
eu estava mostrando.
você não consegue dormir.
...meu corpo se contorcendo, aprendendo a entortar. talvez seja importante se encurvar.
você está desequilibrado, torto.
estou?
Sunday, May 31, 2009
vista cansada
esqueci os óculos aí.
onde?
em cima do sagarana.
você não vai precisar?
já vi o suficiente.
Friday, May 29, 2009
Monday, May 25, 2009
no restaurante por quilo
— Mas qual é o problema de casar grávida?
— É que não dá pra usar tomara-que-cáia.
— É que não dá pra usar tomara-que-cáia.
Friday, May 22, 2009
Wednesday, May 20, 2009
Tuesday, May 19, 2009
Friday, May 15, 2009
Tuesday, May 12, 2009
Sunday, May 10, 2009
Saturday, May 9, 2009
Thursday, May 7, 2009
na biblioteca
— Oi! Vim devolver uns livros... eu acho que um deles não foi anotado e... na verdade estão todos bem atrasados.
— Poupe-me dos detalhes sórdidos.
— Ok. Aqui estão.
Monday, May 4, 2009
Saturday, May 2, 2009
Friday, May 1, 2009
Tuesday, April 28, 2009
Monday, April 27, 2009
Sunday, April 26, 2009
Saturday, April 25, 2009
Friday, April 24, 2009
Wednesday, April 22, 2009
Sunday, April 19, 2009
você é o que você come
— Seu frango!
— Sua galinha!
— Seu veado!
— Sua pamonha!
— Seu laranja!
— Sua... sua... torta!
Tuesday, April 14, 2009
arquivo: dezembro 2003
uma criança
que não sabe escrever
escrevendo uma carta
coisas que me emocionam
são coisas simples
que não sabe escrever
escrevendo uma carta
coisas que me emocionam
são coisas simples
frango com whisky
Ingredientes:
- 1 garrafa de whisky (do bom, claro, 15 ANOS!)
- 1 frango de aproximadamente 2 quilos
- sal, pimenta a gosto
- 350 ml de azeite extra virgem
- nozes moídas
Modo de preparar:
- Beba uma dose de whisky
- pegue o frango
- beba uma dose dupla de whisky
- envolver o frango e temperá-lo com sal, e pimenta a gosto.
- beba outra dose
- regue o grango com o azeite.
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
- Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda.
- Use as nozes moidas como 'tira gosto'.
- Colocar o frango numa assadeira grande.
- Sirva-se de mais duas doses de whisky.
- Axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns vinch binutos, botar para assassinar.
- digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora,
- formar abaertura e gontrolar a assadura do frango.
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, o vrango.
- Deixáááá o raio do pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o vrango do vorno -- num vai guemar a mão, !
- Maaaandar mais uma boa dose de whisky pra dentro . . de você, é claro.
-Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu certo.
- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da mãe com o pano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra coisa, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa coisa de barrego assado.
bonsssss copos
(forum.missangarte.pt)
- 1 garrafa de whisky (do bom, claro, 15 ANOS!)
- 1 frango de aproximadamente 2 quilos
- sal, pimenta a gosto
- 350 ml de azeite extra virgem
- nozes moídas
Modo de preparar:
- Beba uma dose de whisky
- pegue o frango
- beba uma dose dupla de whisky
- envolver o frango e temperá-lo com sal, e pimenta a gosto.
- beba outra dose
- regue o grango com o azeite.
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
- Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda.
- Use as nozes moidas como 'tira gosto'.
- Colocar o frango numa assadeira grande.
- Sirva-se de mais duas doses de whisky.
- Axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns vinch binutos, botar para assassinar.
- digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora,
- formar abaertura e gontrolar a assadura do frango.
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, o vrango.
- Deixáááá o raio do pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o vrango do vorno -- num vai guemar a mão, !
- Maaaandar mais uma boa dose de whisky pra dentro . . de você, é claro.
-Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu certo.
- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da mãe com o pano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra coisa, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa coisa de barrego assado.
bonsssss copos
(forum.missangarte.pt)
Sunday, April 12, 2009
Thursday, April 9, 2009
arquivo: paulinha 2005
... e a frase que minha irmã lançou:
"Quem acha que existe, vê. Quem acha que não existe, não vê."
Wednesday, April 8, 2009
Tuesday, April 7, 2009
diálogo 1
— anna, o que você acha?
— blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá. blá. blá blá blá. blá.
— e você, bê?
— anna, tira um xerox da sua opinião pra eu assinar?
Friday, April 3, 2009
Tuesday, March 31, 2009
Monday, March 30, 2009
Sunday, March 29, 2009
parque guinle ou como eu sou cabeça-dura
Wednesday, March 25, 2009
Tuesday, March 24, 2009
Monday, March 23, 2009
Saturday, March 21, 2009
escada
Há muita coisa para fazer na vida.
Ela sobe a escada correndo, pula alguns degraus. Há trechos que não se vive.
Ela sobe a escada correndo, pula alguns degraus. Há trechos que não se vive.
arquivo: fevereiro 2006
Ah, se for pra morrer
que seja com a sua faca de cortar cebolinha
Ah, se for pra morrer
que seja atropelada pelo seu fusquinha
que seja com a sua faca de cortar cebolinha
Ah, se for pra morrer
que seja atropelada pelo seu fusquinha
Friday, March 20, 2009
Tuesday, March 17, 2009
desencontro 1
Fiquei pelada na cama. A pele no lençol branco, limpo, liso. Superfície pura. Lembrei do dia em que pedi que nos separássemos.
Seus olhos grandes se aprofundaram. Verde-aquático.
De andar, meus tornozelos doíam, mas as pernas estavam relaxadas. Me entretive explorando as possibilidades dos joelhos e do quadril. As mãos e os braços quiseram fazer alguma coisa. Ajustei a posição dos ombros e alonguei os braços. As mãos, em seguida, quiseram apertar as coxas.
Seus olhos haviam crescido pelo choque. Não esperava. Não esperava? Frio em julho.
Não fazia sentido aquilo. Nos amávamos, mas eu precisava de outro mundo, de outros dias, de outras roupas, de outras vozes, de outras mãos e de outras cores de olhos.
O lençol aconchega cada vez mais.
Seus olhos ficaram grandes para sempre:
— Não quero te ver nunca mais.
A descida da rua não acabava. E você ia.
O lençol é infinito.
Seus olhos grandes se aprofundaram. Verde-aquático.
De andar, meus tornozelos doíam, mas as pernas estavam relaxadas. Me entretive explorando as possibilidades dos joelhos e do quadril. As mãos e os braços quiseram fazer alguma coisa. Ajustei a posição dos ombros e alonguei os braços. As mãos, em seguida, quiseram apertar as coxas.
Seus olhos haviam crescido pelo choque. Não esperava. Não esperava? Frio em julho.
Não fazia sentido aquilo. Nos amávamos, mas eu precisava de outro mundo, de outros dias, de outras roupas, de outras vozes, de outras mãos e de outras cores de olhos.
O lençol aconchega cada vez mais.
Seus olhos ficaram grandes para sempre:
— Não quero te ver nunca mais.
A descida da rua não acabava. E você ia.
O lençol é infinito.
Monday, March 16, 2009
encontro 1
— Oi! Entra!
De onde vem essa alegria de me ver? Me dá raiva. Esses objetos da sala são tão familiares. Só agora percebo que sentia saudade deles.
— Tô fazendo chá! Quer de quê?
— Não sei. Do que tem?
— Dá uma olhada ali no armário.
Escolho uma caixa de chá que já estava aberta. Em pouquíssimos lugares me sinto à vontade para estrear um pacote de comida.
— Esse aqui.
— Tá.
— Sabe, percebi, hoje no almoço, na fila do caixa, que gosto de observar as pessoas digitando a senha quando pagam com cartão de débito. Não que eu vá fazer alguma coisa com isso... Curiosidade mesmo. Imaginar de onde veio a combinação, se tiveram dificuldade para memorizar a sequência de números... Se alguma namorada, parente ou amigo sabe a senha...
— Nossa, ninguém sabe minha senha.
— Nem a minha... Vai ferver.
— Opa, é mesmo. Ai, não escolhi o meu.
Ela escolhe um chá que estava fechado, no mesmo armário.
— Você acha que eu tenho aquele transtorno de quem pensa demais em números?
— Você é meio obsessivo.
— Ou compulsivo?
— Talvez os dois. Vamos sentar?
— Não acho que sou obsessivo... acho que sou persistente. E curioso.
Depois de uns quinze segundos de silêncio, ela levanta e retorna à cozinha. Ressurge com um copo d'água e começa a molhar o vaso com um caule de orquídea.
— Você acha que essa flor vai voltar?
— Claro que vai! Olha que linda que tá essa planta!
Seu otimismo me mata. Queimo a língua, mas sigo bebendo.
— Muito bom esse chá. Mas, olha, me esqueci de um compromisso, vou ter que ir.
— Já?
— Já.
— Que pena. Volta depois com mais calma. Queria te mostrar um projeto novo.
— Pode deixar.
— E o Rolf?
— Vai bem.
— Tchau, se cuida! Adorei te ver.
— Tchau.
Na rua, chama minha atenção a árvore em frente, toda florescida. O dia está lindo. Alívio.
De onde vem essa alegria de me ver? Me dá raiva. Esses objetos da sala são tão familiares. Só agora percebo que sentia saudade deles.
— Tô fazendo chá! Quer de quê?
— Não sei. Do que tem?
— Dá uma olhada ali no armário.
Escolho uma caixa de chá que já estava aberta. Em pouquíssimos lugares me sinto à vontade para estrear um pacote de comida.
— Esse aqui.
— Tá.
— Sabe, percebi, hoje no almoço, na fila do caixa, que gosto de observar as pessoas digitando a senha quando pagam com cartão de débito. Não que eu vá fazer alguma coisa com isso... Curiosidade mesmo. Imaginar de onde veio a combinação, se tiveram dificuldade para memorizar a sequência de números... Se alguma namorada, parente ou amigo sabe a senha...
— Nossa, ninguém sabe minha senha.
— Nem a minha... Vai ferver.
— Opa, é mesmo. Ai, não escolhi o meu.
Ela escolhe um chá que estava fechado, no mesmo armário.
— Você acha que eu tenho aquele transtorno de quem pensa demais em números?
— Você é meio obsessivo.
— Ou compulsivo?
— Talvez os dois. Vamos sentar?
— Não acho que sou obsessivo... acho que sou persistente. E curioso.
Depois de uns quinze segundos de silêncio, ela levanta e retorna à cozinha. Ressurge com um copo d'água e começa a molhar o vaso com um caule de orquídea.
— Você acha que essa flor vai voltar?
— Claro que vai! Olha que linda que tá essa planta!
Seu otimismo me mata. Queimo a língua, mas sigo bebendo.
— Muito bom esse chá. Mas, olha, me esqueci de um compromisso, vou ter que ir.
— Já?
— Já.
— Que pena. Volta depois com mais calma. Queria te mostrar um projeto novo.
— Pode deixar.
— E o Rolf?
— Vai bem.
— Tchau, se cuida! Adorei te ver.
— Tchau.
Na rua, chama minha atenção a árvore em frente, toda florescida. O dia está lindo. Alívio.
Sunday, March 15, 2009
Wednesday, March 11, 2009
para as palavras
acredito numa virtude das palavras de trazer à mente memórias, desejos, medos.
uma palavra ou uma pequena frase têm um poder louco quando invadem a minha cabeça:
meses no mar
uma palavra ou uma pequena frase têm um poder louco quando invadem a minha cabeça:
meses no mar
Tuesday, March 10, 2009
Monday, March 9, 2009
para marina
— Mas se você está sem a carteira e a bateria do seu celular acabar... você praticamente não existe!
banco de dados
— Quanto tempo vai demorar essa mudança?
— Não sei. Me disseram que são mais de cem anos de história.
— Não sei. Me disseram que são mais de cem anos de história.
Sunday, March 8, 2009
Friday, March 6, 2009
Thursday, March 5, 2009
Tuesday, March 3, 2009
Monday, March 2, 2009
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
mulher-flor
Sunday, March 1, 2009
Saturday, February 28, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Monday, February 16, 2009
bisavó arminda, bisavô tião
Minha mãe era muito inteligente. Meu pai era um homem bom, apenas. Quando ela dizia:
— Tiããããão!
Ele já estava do lado dela!
Ela era professora. Fez o Normal, a única coisa que mulher podia fazer e não iam achar feio. Foi trabalhar numa escola em Jaú e meu pai se apaixonou por ela. Ele tinha 21. Ela, 30. Ele estava prometido para uma prima. Como minha mãe não queria confusão, veio de volta pra São Paulo. Ele veio atrás, visitava todo mês.
Minha mãe era autoritária. Ainda bem que não me criou por muito tempo. Com 8 anos eu estava no internato.
Naquela época não tinha mídia, mas foi ela que criou a sopa escolar e alfabetização para adultos.
— Tiããããão!
Ele já estava do lado dela!
Ela era professora. Fez o Normal, a única coisa que mulher podia fazer e não iam achar feio. Foi trabalhar numa escola em Jaú e meu pai se apaixonou por ela. Ele tinha 21. Ela, 30. Ele estava prometido para uma prima. Como minha mãe não queria confusão, veio de volta pra São Paulo. Ele veio atrás, visitava todo mês.
Minha mãe era autoritária. Ainda bem que não me criou por muito tempo. Com 8 anos eu estava no internato.
Naquela época não tinha mídia, mas foi ela que criou a sopa escolar e alfabetização para adultos.
Saturday, February 14, 2009
padaria #2
"Minha mãe é uma mulher, antes de ser minha mãe, entendeu? Acho que ela tem que fazer o que ela quer."
//
— Eu pedi com queijo, né?
— Não, X-Picanha Salada. Sem queijo.
— Mas "cheese" quer dizer queijo.
— ...
— "Cheese", do Cheese-Picanha, é o queijo!
— X-Picanha Salada vem só salada, o X-Picanha Salada Queijo vem...
— Tá bom, tá bom, valeu.
//
— Você sabe que quem trabalha à noite, se não dá no couro, a mulher bota...
— Minha mulher tem medo de ir pro inferno, ela não bota, não.
— Você já perguntou?
— Já.
— E ela?
— Não bota.
//
— Eu pedi com queijo, né?
— Não, X-Picanha Salada. Sem queijo.
— Mas "cheese" quer dizer queijo.
— ...
— "Cheese", do Cheese-Picanha, é o queijo!
— X-Picanha Salada vem só salada, o X-Picanha Salada Queijo vem...
— Tá bom, tá bom, valeu.
//
— Você sabe que quem trabalha à noite, se não dá no couro, a mulher bota...
— Minha mulher tem medo de ir pro inferno, ela não bota, não.
— Você já perguntou?
— Já.
— E ela?
— Não bota.
bsas #5
evento 1 ou "siempre rodeado de mujeres": hesitei por alguns segundos antes de criar coragem e enfim perguntei as horas para a minha vizinha no banco da praça. assim que ela respondeu, a pessoa a quem esperava havia vários minutos chegou. um namorado, talvez. fiquei só, no banco. ao meu redor, 3 senhoras de idade em cadeiras de roda.
evento 2: assisti ao boxe feminino no café la biela.
evento 3: a zebra estava de costas para o público. fotografei a bunda dela mesmo, porque achei bonita.
evento 4 ou "os mistérios de um cardápio em outro idioma": não sei o que é albahaca, mas acho que um manjericão bem grande.
evento 5 ou "coincidência": estava esperando o subte na estação bulnes, me chamou a atenção uma senhora de chapéu com uma espessa camada de cremes no rosto. horas depois... ela acaba de entrar aqui no mesmo restaurante que eu, em san telmo!
evento 6: podem me crucificar: não gostei do sorvete de doce de leite.
evento 7 ou "turistas norte-americanos no cafe tortoni": ...and take the... buquebus, yes... sounds like pick-a-boo or something.
evento 2: assisti ao boxe feminino no café la biela.
evento 3: a zebra estava de costas para o público. fotografei a bunda dela mesmo, porque achei bonita.
evento 4 ou "os mistérios de um cardápio em outro idioma": não sei o que é albahaca, mas acho que um manjericão bem grande.
evento 5 ou "coincidência": estava esperando o subte na estação bulnes, me chamou a atenção uma senhora de chapéu com uma espessa camada de cremes no rosto. horas depois... ela acaba de entrar aqui no mesmo restaurante que eu, em san telmo!
evento 6: podem me crucificar: não gostei do sorvete de doce de leite.
evento 7 ou "turistas norte-americanos no cafe tortoni": ...and take the... buquebus, yes... sounds like pick-a-boo or something.
pergunta de criança
mãe, 30, filha, 6, atravessando a feira-livre da rua.
— Como chamava a mãe da sua vó?
— Como chamava a mãe da sua vó?
Wednesday, February 11, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Monday, February 9, 2009
Thursday, February 5, 2009
Wednesday, February 4, 2009
sentido da vida 4
"ainda bem que a gente não sabe denominar isso... senão daqui a pouco até vira alguma coisa!"
Tuesday, February 3, 2009
Monday, February 2, 2009
coração aberto
— Pensei muito antes de vir aqui... não sei como dizer...
(mãos atracadas)
— Não tem pressa.
(chora um)
— Você sabe que eu te amo... Preciso te fazer uma pergunta.
(choro pára)
— Quer se separar de mim?
(mãos atracadas)
— Não tem pressa.
(chora um)
— Você sabe que eu te amo... Preciso te fazer uma pergunta.
(choro pára)
— Quer se separar de mim?













































































































































































