Tuesday, July 6, 2010

a minha cabeça zune

hoje suspirei fundo. daí lembrei de você.
então peguei o metrô azul, sentei ao lado de uma jovem gótica apressada. depois peguei o metrô amarelo.
saí na estação planejada, procurando a loja de cosméticos. em seguida a uma fachada em reforma (breve: jean nouvel), veio no vento um aroma intenso, um mix de loções. estavam ali, do meu ponto de vista, todos os perfumes do mundo. então eu ia encontrar os seus perfumes: o um, o dois e o três.
eu não uso perfume. além de estarem nebulosos na minha cabeça os nomes que você dissera, descobri ali que as marcas dos perfumes que você usa, ou pelo menos o que eu lembrava serem essas marcas, fabricam muito mais do que um único aroma.
havia tirinhas de papel suficiente: borrifei dezenas de aromas em dezenas de tirinhas. os aromas mais suspeitos, borrifei para cima, para os lados e mergulhei na nuvenzinha deles. fui me contaminando de muitos cheiros, entontecendo. até que achei.
seu pescoço apareceu imediatamente na minha frente. beijei a tirinha de papel. em seguida, o frasco. não bastava, então abracei o frasco e sentei no chão do corredor da grande loja de aromas.
quando acordei, a loja estava vazia. eu tinha ficado trancada ali, caída no sono. abraçada com o frasco vazio, depois de mil borrifadas para o ar.

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