Thursday, September 22, 2011

este blog é uma ficção

Tive dois amores. É um jeito interessante de dar introdução à minha história.
Do primeiro, fugi. Prefiro pensar nele como uma caixa de papelão cheia de bilhetes de amor —daqueles em que deixamos escapar até uma declaração de raiva.
Te odeio às vezes.
Além da caixa de papelão, o primeiro amor também são passeios de bicicleta e soneca-depois-do-almoço-na-casa-da-praia.
Te amo nas outras.

Do segundo, transbordei.

O segundo amor; penso nele como uma caixinha metálica, rasa, cheia de embalagens de bombons. E ainda uma segunda caixinha, pequena, de madeira: um bauzinho que contém pétalas de flor... qual?
Incontáveis megabytes de gracinhas e gracejos —fundos de tela, fundos dos olhos, suspiros profundos.
Foram tantas flores.

Seria bom mentir sobre mim.

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